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O que você gostaria de saber do seu Nutricionista? - Blog Saúde

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O que você gostaria de saber do seu Nutricionista?

O que você gostaria de saber do seu Nutricionista?

 

O que você precisa saber ao se consultar com um nutricionista? Quais os conselhos que você pode dar aos pais para criarem o seu filho com uma educação saudável? As crianças são visuais, por isso é importante a família ter bons hábitos alimentares. Até por volta dos dois anos de idade as crianças não costumam oferecer resistência aos alimentos. Muitas estão até habituadas ao consumo de batatas, cenouras e espinafre, mas em forma de sopa ou papinha.

Quando é hora de apresentar estes alimentos em sua forma natural, a criança estranha – e rejeita. Outro fator que agrava a equação é o contato do pequeno com alimentos industrializados. Os problemas aparecem depois. Principalmente com a introdução de açúcar e frituras, que têm um sabor bem mais acentuado que as verduras, e bem mais doce que as frutas. Aí é que entra a responsabilidade dos adultos.

Em primeiro lugar, o papel dos pais é controlar o que entra em casa. Se pães integrais e produtos de hortifruti frescos estão sempre à mesa, as crianças terão menos chances de consumir balas e salgadinhos, ou alimentos industrializados. Além disso, existe o puro e simples – mas não menos eficaz – bom exemplo. Os pais são o grande exemplo dos filhos. Quando a criança senta-se à mesa e vê seus pais se alimentando de forma adequada, com frutas, verduras e legumes, isso a encoraja a consumir estes alimentos. Deixe a criança brincar com os alimentos e convide-a a participar da feira semanal e do preparo dos pratos.

Ver que a cenoura é cor de laranja, sentir a textura de sua casca, comprá-la e observar a preparação dela pode despertar o interesse pela até então desconhecida e rejeitada raiz. Variar nos cortes, na preparação e na apresentação também pode ajudar. Se a criança não come brócolis refogado, tente fazer bolinho de brócolis ou colocar a verdura no arroz. Muitas crianças podem rejeitar cenoura cortada em rodelas, mas gostar de comê-las em palitinhos.

E um prato com uma carinha desenhada com os alimentos é bem mais atraente do que a disposição simples da comida. Também não perca tempo forçando a criança a aceitar couve de bruxelas, especialmente se ela já come chuchu, espinafre e batata doce. Seu filho não é obrigado a gostar de todas as verduras e legumes existentes na face da Terra. Os pais devem sempre oferecer frutas, legumes e verduras, mesmo que a criança recuse no primeiro momento, pois o paladar muda com o tempo.

 Como a educação alimentar pode interferir no desenvolvimento da criança? Já é bem sabido que a alimentação é fundamental para a manutenção da saúde. E isso também se reflete em nossa imunidade, ou seja, em como nosso corpo reage e se defende de vírus, bactérias e micro-organismos causadores de doenças. Os anticorpos são proteínas, e todo processo de defesa imunológica depende do bom estado nutricional relacionado a proteínas e a fonte energética.

A alimentação é uma das principais aliadas das células de defesa. Alguns nutrientes, quando consumidos em quantidade adequada, podem aumentar o número dessas células no corpo e estimular a ação delas quando o organismo se depara com um quadro de infecção. Portanto é fundamental ter uma alimentação balanceada, que forneça uma boa variedade de vitaminas, proteínas e nutrientes importantes para o bom funcionamento do sistema imunológico. Uma alimentação equilibrada pode ajudar a fortalecer o sistema imunológico, desde a vida intrauterina.

Pode ter certeza que qualquer nutricionista irá te falar que a saúde se inicia com bons alimentos! 

Existe algum “truque” para as crianças escolherem as opções saudáveis ao invés de guloseimas? O número de crianças com sobrepeso ou obesidade tem aumentado de maneira significativa. Isso preocupa muito os pais e familiares, já que junto a este quadro surgem doenças crônicas como hipertensão e diabetes que não eram tão presentes nessa faixa etária. Sabemos que quando o excesso de peso (sobrepeso ou obesidade) se desenvolve na infância tende a persistir na vida adulta expondo precocemente a problemas de saúde relacionados ao excesso de peso. Sem contar que nas crianças pode causar também baixa autoestima.

O desencadeamento do excesso de peso nos pequenos tem origem diversa, podendo ser genética, elevado consumo calórico ou baixa frequência de atividade física e até uma mistura de todos esses fatores. As crianças adoram guloseimas, salgadinhos, refrigerantes e biscoitos e ainda trocam uma refeição colorida e adequada nutricionalmente por fast food (pode ter certeza!). Desta maneira aumentam o consumo de calorias. Estão também adotando o estilo de vida sedentário dos adultos. Hoje as crianças gastam horas na frente da televisão, computador e vídeo game reduzindo o tempo com atividades de elevado gasto energético ( e nem se fale do uso do celular né) .

Ao diagnosticar excesso de peso e maus hábitos alimentares nesta faixa etária a reeducação alimentar com um nutricionista é de extrema importância, pois a criança adquire hábitos saudáveis para a vida toda. Então fique atento às orientações: Cuidado na escolha dos lanches, tanto aquele que leva ou compra na escola quanto em casa. Dê preferência às frutas, sucos naturais e evite alimentos industrializados e fritos. Um adulto deve acompanhar no controle das quantidades, qualidade e horário das refeições. Estimule bons hábitos alimentares para toda a família e não se esqueça de que a alimentação dos pais é o principal exemplo para as crianças.

A criança deve ser estimulada a levar uma alimentação saudável para que não sofra com a obesidade, necessitando ser balanceada e adequada com todos os grupos alimentares: energéticos (fornecem energia necessária para a realização das atividades físicas: pães, batatas, arroz etc.); construtores (formam tecidos e mantêm estruturas orgânicas: leite, queijos, carnes, frango, peixes, ovos, feijões etc.); reguladores (vitaminas e minerais: frutas, legumes e verduras). A alimentação também precisa ser livre de açúcares, gorduras e muito sódio e pobre em frituras, alimentos gordurosos e alimentos com muita caloria vazia, ou seja, com baixo valor nutritivo, como por exemplo, os fast foods. Geralmente os produtos industrializados também apresentam esse perfil, além de ter muitos aditivos químicos, utilizados pelas indústrias alimentícias para melhorar o sabor, aspecto e durabilidade dos produtos, e que não trazem benefícios à nossa saúde.

As preparações caseiras são mais saudáveis e ricas em nutrientes. Deve-se dar preferência às preparações cozidas, assadas, grelhadas ou ensopadas. Rica em fibras e com alto consumo de água, e não refrigerantes ou sucos industrializados, artificiais. É necessária a prática habitual da alimentação mais natural, com sucos de frutas naturais em vez do refrigerante, um doce de frutas, compotas, geleias, bolo de cenoura, de iogurte, etc. em vez de tortas e bolos recheados, carregados de chantilly, creme de leite e chocolate.

Proibir as guloseimas como salgadinhos, balas e doces não é uma boa ideia, já que estimularão ainda mais o interesse da criança, mas podem-se estabelecer horários adequados para serem consumidos e em quantidades suficientes para não atrapalharem o apetite na próxima refeição e nem substituí-la. Se esses alimentos são incluídos na alimentação como parte da socialização escolar, de forma esporádica, não acarretam riscos à saúde. É importante que toda a família tenha orientações para uma alimentação saudável. Isso pode ajudar a criança a crescer com bons hábitos, pois o primeiro e principal fator alimentar da criança são os hábitos da família, que se refletem diretamente nas escolhas da criança. A criança reproduz exatamente o que vê.

Portanto, se os pais desejarem que seus filhos tenham uma alimentação saudável, esta prática deve ser transformada em um hábito familiar, é bem simples e não precisa fazer restrições. Além disso, é essencial ter paciência e persistência, pois crianças em fase de formação de hábitos alimentares não aceitam novos alimentos prontamente. É uma fase em que a criança se nega a experimentar aquilo que não faz parte de suas preferências alimentares ou alimentos desconhecidos. O que lhe agradam são os mais doces e muito calóricos. Isso é normal, já que o sabor doce não necessita de aprendizagem como os demais sabores, pois é inato ao ser humano.

Os pais, geralmente por medo de que a criança perca peso ou passe fome, oferecem apenas os alimentos que são aceitos. Cabe aos pais, portanto, colocar os limites quanto ao horário, quantidade e qualidade. Algumas técnicas alimentares inadequadas, tais como ameaças, punições, súplicas, subornos, insistências em maneiras e comportamentos à mesa também podem resultar em recusa alimentar. Forçar uma criança a comer um determinado alimento pode ser associado a um confronto. Para se modificar o comportamento de recusa, o novo alimento deve ser provado várias vezes, sem qualquer coerção. A criança apenas deve saber que os pais esperam que ela experimente, ainda que seja em quantidade mínima. Somente dessa forma a criança estabelecerá seu padrão de aceitação ao conhecer o sabor do alimento.

É importante que os pais sejam firmes nas condutas e orientados por profissionais. Para começar devem-se modificar os comportamentos alimentares inadequados da criança e da própria família. Todos os fatores envolvidos no processo da alimentação terão influência no estabelecimento de hábitos alimentares adequados, e dependem de relação positiva e sólida, desde a criança até seu alimentador, seja mãe, pai ou outro indivíduo. Esse é o momento de proporcionar oportunidade de desenvolver habilidades para alimentar-se, aceitar uma ampla variedade de alimentos e socializar em torno da comida. Lembre-se também que a atividade é essencial para o controle do peso das crianças e adultos. Procure a orientação de um educador físico ou se estiver com muita dificuldade de adequar a alimentação procure o nutricionista.

paula postFonte: Dra. Paula Castilho Facebook | Instagram

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